terça-feira, 26 de maio de 2026

Tabela de Remição de Pena: Como funciona o cálculo de dias por trabalho e estudo?

 Tem dúvidas sobre como funciona a porcentagem e a contagem de dias na remição de pena? Conheça a tabela prática da LEP e aprenda a calcular o desconto por trabalho e estudo.


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O que é Remição de Pena e como ela funciona?

Uma das dúvidas mais comuns de quem tem um familiar cumprindo pena é entender como funciona o abatimento do tempo de condenação. Na internet, é muito comum encontrar buscas pelos termos "remissão" ou "remição da pena". Embora tenham sons parecidos, no Direito Penal o termo correto é Remição (com "ç"), que significa o resgate de parte da punição por meio de atividades produtivas.

A remição é um direito garantido pela Lei de Execução Penal (LEP) e serve como um estímulo para que o apenado se prepare para o retorno à sociedade, reduzindo o tempo que passará na prisão.

Qual é a Tabela de Remição de Pena? (Exemplos Práticos)

Para fazer o cálculo de quantos dias o preso tem direito a descontar da sua pena, o Judiciário utiliza uma tabela padrão baseada nos dias trabalhados ou nas horas de estudo. Veja abaixo como funciona a equivalência:

  • Pena por Trabalho: A cada 3 dias trabalhados, o apenado ganha 1 dia de remição (desconto na pena). A jornada de trabalho dentro da unidade prisional deve ser de, no mínimo, 6 horas e, no máximo, 8 horas diárias.

  • Pena por Estudo: A cada 12 horas de frequência escolar (seja ensino fundamental, médio, técnico ou superior), o detento ganha 1 dia de remição. Essas 12 horas devem ser divididas em, pelo menos, 3 dias.

Tabela Resumo de Contagem de Dias:

Dias Trabalhados / Horas de EstudoDias Abatidos na Pena
3 dias de trabalho1 dia a menos na condenação
12 horas de estudo (em 3 dias)1 dia a menos na condenação
30 dias de trabalho10 dias a menos na condenação
120 dias de trabalho40 dias a menos na condenação

É possível acumular a remição por trabalho e estudo?

Sim. Se o estabelecimento prisional oferecer as duas oportunidades e os horários forem compatíveis, o preso pode trabalhar e estudar no mesmo período, somando os dias de desconto de ambas as atividades.

Além disso, a legislação também reconhece a remição pela leitura de livros (onde cada resenha aprovada pode garantir até 4 dias a menos, com limite de 12 livros por ano) e pela aprovação em exames nacionais como o ENCCEJA ou ENEM.

O perigo do erro na contagem de dias (Porcentagem e Cálculo)

Muitas vezes, o apenado trabalha ou estuda, mas esses dias não constam no Atestado de Pena a Cumprir emitido pela Vara de Execuções Penais. Esse erro na porcentagem ou na soma dos dias faz com que o preso passe mais tempo no regime fechado ou semiaberto do que deveria.

Para evitar que o direito à liberdade seja atrasado por uma falha burocrática, é fundamental que a família apresente as folhas de ponto de trabalho e os certificados de estudo a um advogado especialista em execução penal para que seja feita a soma e o pedido de remição diretamente ao juiz.

Quer que o seu processo seja analisado por um especialista em execução penal (remição)? CLIQUE AQUI.


domingo, 24 de maio de 2026

Meu Filho Foi Preso: O Passo a Passo do que Fazer e Como Agir Nesse Momento de Crise

 Receber a notícia de que um filho foi preso é, sem dúvida, um dos momentos mais avassaladores na vida de um pai ou de uma mãe. O desespero, a falta de informação e o medo pelo que pode acontecer nas próximas horas costumam travar qualquer reação.

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Se você está passando por isso agora, respire fundo. Manter a calma e agir de forma estratégica e rápida é o que fará toda a diferença para garantir os direitos do seu filho e a liberdade dele.

Para ajudar a clarear a sua mente neste momento, preparamos um guia com as 3 atitudes imediatas que você deve tomar.

1. Descubra onde ele está (Localize a Delegacia)

O primeiro passo prático é saber exatamente para onde o seu filho foi levado. Geralmente, quando ocorre a prisão em flagrante, a pessoa é conduzida para a Delegacia de Polícia (Distrito Policial) mais próxima do local dos fatos ou para uma Central de Flagrantes da região.

  • Se você recebeu o aviso de algum conhecido ou policial, confirme o nome ou o número da delegacia.

  • Ao chegar lá, você tem o direito, como familiar, de saber por qual motivo ele foi detido, embora o acesso direto para conversar com ele possa ser restrito neste primeiro momento por questões de segurança do plantão.

2. Oriente o seu filho a exercer o Direito ao Silêncio

Se você conseguir falar com o seu filho por telefone ou pessoalmente na delegacia antes do depoimento oficial, a recomendação jurídica mais importante é: oriente-o a permanecer em silêncio.

Dizer "só vou me manifestar em juízo" ou "só vou falar na presença do meu advogado" não é sinal de culpa. É um direito constitucional que evita que o detento, sob extrema pressão psicológica, cansaço ou nervosismo, dê declarações confusas que possam ser usadas contra ele mais tarde. O depoimento na delegacia dita os rumos de todo o processo; qualquer erro ali pode ser fatal.

3. A Importância Crítica das Primeiras 24 Horas: A Audiência de Custódia

Toda pessoa presa em flagrante deve, obrigatoriamente, passar por uma Audiência de Custódia em até 24 horas.

Nessa audiência, o seu filho ficará frente a frente com um juiz, um promotor e um defensor/advogado. O objetivo não é julgar se ele é culpado ou inocente do crime, mas sim analisar duas coisas:

  1. A prisão foi legal ou teve agressão/abuso policial?

  2. Ele pode responder ao processo em liberdade?

É nessa audiência que se decide se ele volta para casa ou se será transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP). Por isso, a atuação técnica nas primeiras horas é decisiva.

Por que a presença de um Advogado Criminalista faz a diferença desde o flagrante?

Embora o Estado forneça a Defensoria Pública para quem não tem condições financeiras, o volume de trabalho desses profissionais é humanamente exaustivo. Um advogado criminalista de confiança, focado exclusivamente no caso do seu filho desde o primeiro minuto, consegue:

  • Agilidade na Delegacia: Despachar diretamente com o Delegado de Polícia, analisar o Auto de Prisão em Flagrante (APF) e verificar se há brechas para o relaxamento da prisão ou fixação de fiança imediata.

  • Reunir Provas de Celeridade: Orientar a família em poucas horas a juntar documentos essenciais para a Audiência de Custódia (como comprovante de residência fixa, carteira de trabalho assinada, certidão de nascimento de filhos menores, etc.), demonstrando ao juiz que o jovem tem vínculos com a comunidade e não vai fugir.

  • Atendimento Humanizado: Servir de ponte de comunicação entre a família aflita e o jovem que está detido, trazendo informações técnicas reais e diminuindo a angústia de ambos os lados.

💬 Conclusão: Não tome decisões no escuro

O direito de defesa é uma garantia de todo cidadão. Enfrentar o aparato do Estado sem uma orientação especializada e focada pode agravar uma situação que poderia ser resolvida de forma mais branda ou em liberdade.

Se o seu familiar foi detido e você precisa entender a real situação jurídica dele neste momento, nossa equipe está de plantão para analisar o caso e prestar o suporte técnico necessário. Entre em contato conosco pelo botão abaixo ou deixe sua dúvida no formulário.

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Preso Doente na Cadeia: Conheça os Direitos e Como Agir em Caso de Negligência Médica

 Quando alguém é condenado ou responde a um processo preso, a lei retira o seu direito de ir e vir, mas nunca o seu direito à saúde e à vida. Infelizmente, a realidade do sistema prisional brasileiro é de extrema precariedade, e a falta de assistência médica adequada é uma das maiores queixas nos presídios.

Se você tem um familiar preso que está enfrentando problemas de saúde, doenças graves ou crônicas, é fundamental saber que a lei garante proteções específicas a ele. Descubra agora quais são esses direitos e o que a defesa pode fazer para protegê-lo. CLIQUE AQUI E FALE COMIGO PELO WHATSAPP

🏥 O Direito Fundamental à Assistência à Saúde

A Lei de Execução Penal (LEP), no seu artigo 14, determina de forma clara que o Estado tem o dever de fornecer assistência à saúde do preso, englobando atendimento médico, farmacêutico e odontológico.

Isso significa que o detento tem direito a:

  • Receber atendimento médico dentro da própria unidade prisional.

  • Ter acesso aos medicamentos contínuos ou emergenciais prescritos.

  • Ser transferido para um hospital extra penitenciário (público ou privado) caso o presídio não tenha estrutura para o tratamento necessário.

Importante: Se o estabelecimento prisional não puder fornecer o tratamento ou os remédios de que o preso necessita, a família ou a defesa técnica podem exigir que o Estado arque com o atendimento em rede externa.




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⚖️ As 3 Principais Saídas Jurídicas para o Preso Doente

Quando a saúde do detento corre risco grave dentro do presídio, a advocacia criminal e a Defensoria Pública possuem ferramentas jurídicas para intervir diretamente na execução da pena. As principais alternativas são:

1. Tratamento Médico em Hospital Externo

Se a ala médica da prisão é insuficiente (o que ocorre na maioria das vezes), o juiz pode autorizar a saída temporária do preso sob escolta para a realização de consultas, exames complexos, cirurgias ou internações em hospitais do SUS ou da rede particular (custeado pela família).

2. Prisão Albergue Domiciliar (PAD) Humana

Embora a prisão domiciliar seja mais comum para quem já está no regime aberto (Art. 117 da LEP), a jurisprudência dos Tribunais Superiores (STJ e STF) abriu uma exceção crucial: detentos de qualquer regime (inclusive fechado) que apresentem doença grave e incurável, cujo tratamento seja impossível dentro da prisão, podem conseguir o direito de se tratar em casa.

3. Substituição da Prisão Preventiva por Domiciliar

Para quem ainda não foi condenado e está preso preventivamente, o Código de Processo Penal (Art. 318, inciso II) é explícito: a prisão preventiva pode ser substituída pela domiciliar quando o agente estiver "extremamente debilitado por motivo de doença grave".



Decisões dos Tribunais Superiores asseguram o direito à dignidade e saúde no sistema prisional.. Fonte: Brazil Reports



O que a Família deve fazer imediatamente?

Se o seu familiar está doente e sofrendo com a negligência do presídio, a defesa precisa de provas sólidas para convencer o juiz. Não basta apenas alegar que ele está doente. É preciso seguir estes passos:

  1. Junte todo o Histórico Médico: Reúna laudos antigos, receitas, exames, relatórios de biópsias e comprovantes de tratamentos que ele já fazia antes de ser preso.

  2. Solicite o Prontuário Médico da Prisão: A defesa tem o direito de exigir a cópia do prontuário interno para demonstrar se o presídio está ou não fornecendo os cuidados necessários.

  3. Peça uma Perícia Médica Judicial: O advogado pode requerer que um médico perito oficial do Estado avalie o detento dentro do presídio para constatar a gravidade da situação e a incompatibilidade do ambiente com o tratamento.

💬 Conclusão: A saúde não pode esperar

A falta de assistência médica nos presídios viola o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana e a proibição de penas cruéis. Se a vida ou a integridade física do detento está em risco, a intervenção jurídica precisa ser imediata.

O seu familiar está enfrentando problemas de saúde e não recebe atendimento no presídio? Entre em contato para avaliarmos a situação jurídica dele. 1193016-7468


FALTA GRAVE NA CADEIA: COMO REVERTER?

 


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A vida dentro do sistema prisional é regida por regras rígidas. Quando um detento descumpre essas normas, ele pode responder por uma infração disciplinar. Entre leve, média e grave, a falta grave é a mais temida — e com razão.

Ela funciona como um verdadeiro "balde de água fria" no processo de execução penal, destruindo meses ou anos de bom comportamento. Mas afinal, o que configura uma falta grave e, mais importante, existe uma forma de reverter essa situação?

Neste artigo, vamos direto ao ponto.

🛑 O que é considerado Falta Grave?

A Lei de Execução Penal (LEP) lista, no seu artigo 50, as condutas que afundam a ficha do detento. As mais comuns no dia a dia dos presídios são:

  • Posse de celular: Ter aparelhos telefônicos, componentes ou chips de operadora.

  • Fuga: Tentar ou efetivamente fugir da unidade.

  • Violência ou subversão: Participar de rebeliões, incitar movimentos de desordem ou agredir agentes, visitantes ou outros detentos.

  • Posse de drogas ou armas: Guardar, substâncias ilícitas ou instrumentos que possam ofender a integridade física de outrem.

  • Desobediência: Desrespeitar ordens diretas dos funcionários do presídio.

O "Efeito Dominó": O estrago da Falta Grave

O cometimento de uma falta grave traz consequências imediatas e severas para a liberdade do indivíduo. O impacto atinge diretamente os principais benefícios da pena:

  1. Zera o tempo para Progressão de Regime: O contador para ir para o semiaberto ou aberto volta para o zero. O detento precisa começar a cumprir o requisito de tempo todo de novo (com base no restante da pena).

  2. Perda de dias remidos: Aquele tempo que o preso passou trabalhando ou estudando para diminuir a pena? O juiz pode revogar até 1/3 dos dias remidos.

  3. Regressão de Regime: Se o detento estava no regime semiaberto, ele pode ser transferido de volta para o regime fechado.

  4. Isolamento: Inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) ou isolamento celular temporário.

Atenção: A falta grave não zera o tempo para o Livramento Condicional ou para o Indulto (conforme entendimento dos Tribunais Superiores), afetando "apenas" a progressão de regime e a remição.

⚖️ Como Reverter uma Falta Grave na Justiça?

A boa notícia é que uma falta grave aplicada pela direção do presídio não é uma sentença absoluta. Ela pode ser contestada judicialmente. A defesa realizada por ADVOGADO CRIMINALISTA utiliza estratégias técnicas para anular ou desclassificar a infração.

Aqui estão os caminhos mais eficazes para a reversão:

1. Ausência de PAD (Processo Administrativo Disciplinar)

O diretor do presídio não pode simplesmente "decidir" que o preso cometeu uma falta grave e aplicar a punição. É obrigatória a instauração de um PAD. Se o preso foi punido sem que houvesse esse processo formal, a punição é nula.

2. Violação da Ampla Defesa e Contraditório

Durante o PAD, o detento obrigatoriamente precisa estar acompanhado de um advogado ou defensor público. Se ele foi interrogado ou julgado sem defesa técnica, todo o procedimento perde a validade na Justiça.

3. Falta de Provas ou Autoria Duvidosa

Muitas vezes, celulares ou drogas são encontrados em celas coletivas (com 10, 15 detentos) e a direção pune o "dono do leito" ou todos de forma genérica. A lei brasileira não aceita responsabilidade coletiva. Se a segurança do presídio não conseguir provar, individualmente, de quem era o objeto, a falta deve ser anulada por falta de provas.

4. Desclassificação da Conduta

Em alguns casos, a conduta do preso foi indisciplinada, mas não ao ponto de ser uma falta grave. A defesa pode demonstrar ao Juiz da Execução Penal que o ato se tratava de uma falta média ou leve, o que limpa a ficha para fins de progressão de regime e mantém os dias remidos intactos.

💬 Conclusão: O tempo é precioso

Reverter uma falta grave exige agilidade e conhecimento técnico. Se você tem um familiar nessa situação, o primeiro passo é ter acesso à cópia integral do PAD e levá-la a um especialista em Execução Penal. Cada dia perdido com uma falta grave injusta é um dia a mais longe da liberdade.

Ficou com alguma dúvida sobre como funciona o cálculo da pena após uma falta grave? 

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Preso com doença grave no regime fechado: Como auditar o prontuário médico e pedir a Prisão Domiciliar?

 A Lei de Execução Penal (LEP) é explícita: a assistência à saúde do preso é um dever do Estado e engloba atendimento médico, farmacêutico e odontológico. Contudo, quem conhece a realidade dos Centros de Detenção Provisória (CDPs) e das penitenciárias sabe que as enfermarias prisionais sofrem com falta de insumos crônica, ausência de médicos especialistas e demora absurda na distribuição de remédios vitais.

Para presos que sofrem de doenças graves (como câncer, insuficiência renal crônica, problemas cardíacos severos, diabetes descontrolada ou HIV avançado), a permanência em uma cela superlotada equivale a uma sentença de morte antecipada.
Veja abaixo como a defesa jurídica utiliza a ferramenta da Auditoria de Prontuário Médico para fundamentar o pedido de Prisão Domiciliar Humanitária.

🟩 DIREITO À SAÚDE NA EXECUÇÃO PENAL:
Se o seu familiar possui uma doença crônica ou grave na prisão e a unidade não fornece o tratamento ou os medicamentos necessários, nossa equipe realiza intervenções médicas e jurídicas urgentes.

1. O que é a Prisão Domiciliar Humanitária?
Embora o artigo 117 da Lei de Execução Penal preveja a prisão domiciliar apenas para presos do regime aberto que estejam acometidos de doença grave, os Tribunais Superiores (STJ e STF) consolidaram o entendimento de que ela pode ser estendida aos presos dos regimes fechado e semiaberto.
Para que o juiz conceda esse benefício excepcional, o advogado precisa comprovar dois requisitos cumulativos:
  1. Que o detento está acometido de uma doença grave e debilitante.
  2. Que o estabelecimento prisional não possui estrutura física ou equipe médica capaz de fornecer o tratamento adequado de que ele necessita lá dentro.
2. O Segredo da Defesa: A Auditoria do Prontuário Médico
Muitos advogados cometem o erro de juntar no processo apenas exames antigos do preso (feitos antes da prisão) ou receitas trazidas pela família. O juiz costuma negar o pedido alegando que "a enfermaria do presídio pode dar o remédio".
A estratégia correta é realizar uma Auditoria de Prontuário:
  • O advogado exige judicialmente ou administrativamente a cópia de toda a ficha de atendimento interno do preso dentro da enfermaria da SAP.
  • Mapeamento de Omissões: Analisamos se existem anotações de crises sem atendimento, se as datas de entrega de remédios estão atrasadas ou se o preso perdeu peso de forma drástica.
  • Se o prontuário demonstrar que o preso está piorando a cada semana devido às condições precárias da cela, o juiz terá a base legal necessária para assinar a soltura para tratamento domiciliar.
3. O papel do Médico Assistente Particular
Sempre que possível, além da atuação do advogado criminalista, a defesa solicita que um médico particular de confiança da família entre na unidade prisional para realizar uma consulta e emitir um laudo independente.
Esse laudo particular confrontará o relatório simplista emitido pelo médico do Estado, demonstrando de forma científica que a cela superlotada, úmida e sem ventilação funciona como um acelerador da gravidade da doença.
4. Como a família pode ajudar no processo de saúde?
Se você tem levado remédios no Jumbo e eles estão sendo retidos, ou se o detento relata na visita que está sentindo dores e não recebe atendimento, faça o seguinte:
  • Guie-se por protocolos formais: Guarde todas as receitas médicas, notas fiscais de remédios comprados e os comprovantes de protocolo de pedidos que você fez na portaria da unidade.
  • Comunique imediatamente a defesa técnica para que essas provas de omissão material sejam anexadas ao pedido de liminar na Vara de Execuções.

🛑 Não espere o pior acontecer
A saúde dentro do sistema prisional não pode ser tratada como um favor, é um direito humano e legal indiscutível. Se o seu familiar está definhando dentro de uma cela sem o amparo médico correto, a omissão do Estado pode ser contestada judicialmente com agilidade.
Entre em contato com o nosso escritório para iniciarmos a auditoria médica do caso e buscar a concessão da prisão domiciliar ou tratamento hospitalar imediato fora dos muros.

Preso agredido ou morto dentro do presídio (SAP): Quais são os direitos de indenização e pensão da família?

     Uma das maiores angústias vividas por mães e esposas de detentos é o medo constante pela integridade física de seus parentes. O ambiente prisional é tenso e, infelizmente, episódios de violência, homicídios cometidos por outros presos ou mortes decorrentes de negligência médica severa ocorrem de forma frequente.

O que a grande maioria das pessoas não sabe é que o Estado tem o dever legal e constitucional de proteger a vida e a integridade de qualquer pessoa que esteja sob a sua custódia. Se o Estado falha nessa missão, ele comete um ato ilícito.
Conheça abaixo como funciona a ação de indenização e quais são os direitos financeiros da família do preso vítima de violência ou omissão estatal.

🟩 DIREITO À INDENIZAÇÃO POR ERRO DO ESTADO:
Se o seu familiar sofreu agressões graves, lesões permanentes ou veio a óbito dentro do sistema prisional, nossa equipe atua na responsabilização civil do Estado para garantir pensão e indenizações.

1. A Responsabilidade Objetiva do Estado (Tema 592 do STF)
O Supremo Tribunal Federal, ao julgar o Recurso Extraordinário nº 841.526 (Tema 592), fixou uma regra clara para todo o país: Em caso de morte de detento, a responsabilidade civil do Estado é objetiva.
Isso significa que, para a família receber uma indenização, não é preciso provar que o diretor da cadeia ou que os agentes penais tiveram culpa direta ou intenção. Basta provar três coisas simples:
  1. Que o cidadão estava preso sob a custódia do Estado.
  2. Que ele sofreu o dano (morte ou lesão física grave).
  3. Que o Estado falhou no seu dever de vigilância ou de prestação de socorro médico.
Mesmo nos casos de homicídio praticado por outro detento durante uma briga de pavilhão, o Estado responde civilmente, pois tinha a obrigação de desarmar e controlar a massa carcerária.
2. Quais são os direitos financeiros da família da vítima?
Quando a ação judicial contra a Fazenda Pública do Estado é julgada procedente, os familiares dependentes (como filhos menores, esposa, companheira ou pais) têm direito a:
  • Indenização por Danos Morais: Um valor em dinheiro fixado pelo juiz para tentar compensar o sofrimento, o luto e o trauma psicológico sofridos pela família que perdeu o ente querido de forma violenta ou negligente sob as mãos do Estado.
  • Pensão Mensal de Subsistência: Se o preso trabalhava (mesmo que informalmente) antes de ser detido e ajudava no sustento da casa, ou se trabalhava internamente na prisão, os seus filhos menores têm direito a receber uma pensão mensal paga pelo Estado até completarem 25 anos de idade.
3. O caso da Negligência Médica e Maus-Tratos
A indenização não se aplica apenas em casos de óbito. Se o detento contraiu uma doença grave lá dentro (como tuberculose ou infecção severa), solicitou atendimento médico repetidas vezes por meio de sua família e da defesa, e a direção do presídio ignorou o pedido, gerando uma sequela física permanente ou a perda de um membro, cabe uma ação indenizatória por danos morais e estéticos.
4. Como reunir as provas fundamentais para o processo?
Como o fato acontece dentro de uma área restrita do governo, a família precisa agir de forma estratégica para coletar as provas antes que elas desapareçam:
  • Exigir cópia integral do Prontuário Médico do preso na enfermaria da unidade.
  • Acompanhar o andamento do Inquérito Policial instaurado pela delegacia local para apurar o homicídio ou a lesão corporal.
  • Solicitar o laudo do Instituto Médico Legal (IML) necroscópico ou de corpo de delito.

🛑 Como ingressar com a ação contra o Estado?
Ações contra o Estado exigem um trabalho conjunto entre o Direito Penal (para fiscalizar as investigações da morte) e o Direito Administrativo Cível (para processar a Fazenda Pública). Trata-se de uma advocacia altamente especializada e minuciosa.
Se a sua família passou ou está passando por essa tragédia e busca justiça e reparação financeira pelos erros do sistema prisional, entre em contato com nossa equipe em total sigilo.

Estrangeiro preso no Brasil: Como funciona o processo penal, a Extradição e os direitos da família?

     A prisão de um cidadão estrangeiro em território brasileiro (seja por tráfico internacional de drogas no aeroporto, falsificação de documentos ou qualquer outro delito) desencadeia um processo penal extremamente complexo, que mistura as leis criminais do Brasil com tratados internacionais e o Direito de Migração.

Frequentemente, as famílias desses detentos moram em outros países, não falam português e ficam completamente cegas, sem saber onde o familiar está custodiado ou como funciona o envio de assistência material (o Jumbo).
Se você tem um familiar estrangeiro preso no Brasil, conheça abaixo as regras específicas e os mecanismos de defesa cabíveis.

🟩 DIREITO PENAL INTERNACIONAL - ATENDIMENTO:
Atendemos familiares de estrangeiros presos em aeroportos, CDPs ou Penitenciárias do Brasil. Análise sigilosa de processos de Extradição, Expulsão e Pedidos de Liberdade.

1. O Direito à Comunicação Consular Imediata
O artigo 36 da Convenção de Viena sobre Relações Consulares, da qual o Brasil é signatário, garante que, assim que um estrangeiro é preso, as autoridades brasileiras têm o dever de informar ao Consulado ou à Embaixada do país de origem do detento.
  • O Consulado pode fornecer uma lista de advogados, tradutores e intermediar o contato com os parentes no exterior.
  • Nulidade Processual: Se o Estado brasileiro prender um estrangeiro e esconder o fato do seu Consulado, impedindo a assistência básica, esse ato pode gerar a anulação de procedimentos por violação de tratados internacionais.
2. A barreira da língua na Audiência de Custódia e Interrogatório
Nenhum réu estrangeiro pode ser interrogado por juízes, promotores ou delegados sem a presença de um tradutor ou intérprete público oficial nomeado pelo Estado, a menos que ele demonstre fluência perfeita no português.
  • Assinar termos de depoimento em delegacia sem entender o idioma é uma violação grave de direitos humanos.
  • A defesa técnica atua anulando depoimentos colhidos sob coação ou sem a devida compreensão linguística por parte do investigado.
3. Expulsão, Deportação e Extradição: Qual a diferença?
Quem responde a um processo criminal no Brasil estando em situação migratória irregular ou cometendo crimes graves enfrenta procedimentos administrativos paralelos junto à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça:
  • Extradição: É o pedido de outro país para que o Brasil entregue o preso para responder por um crime cometido lá fora. O pedido é julgado exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
  • Expulsão: É uma medida punitiva do governo brasileiro que obriga o estrangeiro a deixar o Brasil após o cumprimento da sua pena criminal, proibindo o seu retorno por um período determinado.
  • A exceção humanitária: O Brasil não pode expulsar o estrangeiro se ele tiver cônjuge brasileiro ou filho brasileiro que dependa economicamente ou afetivamente dele, conforme a Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017).
4. Como funciona o envio de Jumbo e Visitas para Estrangeiros?
Unidades da SAP (como a Penitenciária de Itaí em SP, que concentra réus estrangeiros) possuem regras específicas. Parentes que residem no exterior enfrentam dificuldades para emitir o CPF exigido para fazer a carteirinha de visitante ou postar o Sedex de mantimentos.
  • Nesses casos, a defesa técnica atua solicitando autorizações judiciais especiais e cadastros excepcionais junto à diretoria do presídio para que a assistência familiar não seja interrompida por entraves burocráticos.

🛑 Como garantir uma defesa especializada?
Processos envolvendo réus internacionais exigem conhecimento em cooperação jurídica internacional e direito convencional. Não deixe o destino do seu familiar nas mãos de uma defesa genérica que não compreende as nuances da Lei de Migração.
Entre em contato com o nosso escritório de forma sigilosa para que possamos realizar a ponte jurídica necessária e buscar a liberdade ou a transferência do detento.

Tabela de Remição de Pena: Como funciona o cálculo de dias por trabalho e estudo?

  Tem dúvidas sobre como funciona a porcentagem e a contagem de dias na remição de pena? Conheça a tabela prática da LEP e aprenda a calcula...